Ser avoh...

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Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SEMANA DA VOVÓ

As coisas estão se acalmando por aqui.

Não mais tanto estresse em saber como ser ou o que fazer. 
Já soa menos estranho ser chamada de avó. 
A casa vai tomando outra forma. Nada muito definitivo (essa avoh não deixou de ser pragmática) mas descobrimos que as almofadas são perfeitas para servir de barreira para a perigosa escada, a piscina já comprada para os dias de calor, copinhos, pratinhos, caixa de “coisas perigosas” para brincar, lápis de cor e papéis, livrinhos, filmes...

O  coração porém, agora mais calmo,  ainda se aquece com pequenas grandes coisas.

A “preferência”  da Juju quando estou por perto. “Com quem você quer tomar banho, Juju?Com a vovó!”  "Quem você quer que te dê a comidinha?  A vovó!" Com quem você quer dormir, Juju? Com a vovó!!!" 

O sorriso lindo e tão grande com que a Anna me recebeu um dia, como se dizendo: Que bom que você veio, vovó!!! (ah, os delírios de uma avó!)

São pequenas coisas que vão tornando a minha vida ainda mais feliz.

As meninas ainda namoravam meus filhos quando instituí a “Semana da vovó”. Elas, como sempre, me apoiaram sem reservas já querendo inscrever os futuros bebês!!  “Desde que idade já pode participar?” “Quando é que você vai abrir as inscrições, tia?” E por aí costumavam ir nossas conversas e gozações.

Mas o tempo corre, às vezes mais rápido que imaginamos. E eis que neste mês, transformei a minha primeira semana da vovó em “Semana da Vovó Delivery” !!

Tenho um mês de licença do trabalho e minha nora, a mãe da Anna, me pediu que cuidasse da pequenina em sua volta ao trabalho. Lá fui eu. Aliás, lá estou eu, por duas semaninhas, aproveitando para curtir bastante essa mocinha que perto de seus sete meses de vida já encanta meu coração quando sorri e dá os bracinhos para mim.

Depois, outra semana em Batatais para me deleitar com a Juju que já nada como um peixinho, fala pelos cotovelos, topa tudo e já é uma boa companhia para as caminhadas pelo quarteirão e idas ao supermercado conversando com cada au-au que encontramos.



Comprei um livro: “O legado dos avós”  de David Merkh e  Mary-Ann Cox. (Editora Hagnos). 


A autora, já uma avó de netos crescidos, teve algumas ideias muito parecidas comigo e ainda de quebra dá algumas sugestões práticas muito legais. 

E nisso eu vejo a mão do meu Senhor me guiando, me ajudando, me dando sabedoria para fazer alguma diferença para a geração que vem aí. É isso que sempre pedi a Ele. Amém! 


Bjs voh Nil 

terça-feira, 9 de julho de 2013

ONCE UPON A TIME...





... uma jovem  moça, grávida de seu primeiro filho, teve que guardar repouso absoluto e ficar por meses deitada em sua cama, esperando, esperando...
E nessa espera resolveu fazer, com sua próprias mãos, um lindo mandrião para batizar seu filhinho que com a graça de Deus nasceria saudável e feliz.
E assim fez, e assim foi. 




O menino (era um menino a criança) nasceu, foi batizado, cresceu, casou e teve também seu primeiro filho. Só que esse agora era na verdade uma linda menina! E ela também foi batizada com aquele lindo mandrião feito e bordado pela vovó. 

A linda menina, por sua vez, cresceu, se tornou uma linda moça que um belo dia encontrou seu amor e resolveram se casar. 


E desse amor nasceu a ANNA!  

Minha doce e amada netinha que neste ano de 2013, numa bela manhã de Junho,  foi batizada  e  consagrada ao Senhor Deus a quem seus pais amam e servem. 

Estava linda a bela Anna!!  Com o mandrião feito pela bisavó, perpetuando assim não só a tradição da família mas também a promessa de Deus que diz em Sua Palavra: 



"Porque o Senhor é bom, a Sua misericórdia dura para sempre e de geração em geração a Sua fidelidade"

                                                  ...ou não.




Obs:  Mandrião é aquela roupa bonita que as crianças usavam para serem batizadas. São como vestidos compridos e servem tanto para meninos como para meninas.


bjs da voh Nil  <><<





quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pé de galinha não mata pinto.


D. Dorcas


Exemplo de avó.

Presente sem ser invasiva. Preocupada e sempre pronta. Do seu jeitinho simples, quase mineiro,  sempre falava o que tinha que ser dito: às crianças, aos adolescentes e muitas vezes a nós mães. 

Festeira, adorava surpreender os netos com ovos de páscoa no Natal, pilhas de sorvetes no freezer, luzinhas por todo o quintal e festas de aniversário. 

Lembro-me que quando levamos o Daniel (meu primeiro filho) da maternidade para casa, ao preparar seu primeiro banho minha avidez em fazê-lo era tão grande que só muito tempo depois me peguei pensando que outra filha qualquer teria dado a primazia para a vovó... mas não eu! 
Egoísta e "galinha choca" fui me aventurando sob o olhar e as mãos atentas de minha mãe. 

Num instante de insegurança disse a ela: "Mãe, se eu estiver fazendo algo errado você me fala ?" 
E ela: "Não se preocupe minha filha, "pé de galinha não mata pinto". 

Nunca mais esqueci. 
Aquelas simples palavras de sabedoria popular, ditas naquele momento fizeram com que me sentisse tão segura, tão tranquila... 

E até hoje eu agradeço o fato dela não ter se sentido preterida por não ter dado o primeiro banho em seu primeiro neto "homem" e sim me ajudado a me sentir tranquila e perfeitamente capaz de cuidar de "minha cria".

Dela tenho saudade.
Dela quero a fé, a generosidade, a solicitude, o amor.

bjs 

Nilcea <><<