Ser avoh...

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Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.
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segunda-feira, 20 de abril de 2026

APENAS REFLEXÕES...

 

Fiz 70.                                                       

Se meu corpo não teimasse em me lembrar, sério que eu nem tinha percebido que se passaram tantos anos!!!

Esse blog tem 15 anos e tem servido pra que eu me lembre de tudo que aconteceu de bom na minha vida desde então.

Sim, porque, mesmo quando não foram tão boas ou até mesmo foram bem tristes, como diz a Palavra de Deus: TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

E isso creio.

Sempre reparei que os velhos, a certa altura da vida, gostavam de contar as pessoas que geraram: “tenho tantos filhos, tantos netos, tantos bisnetos” e por aí vai...

Pois é, chegou minha vez. Se me dão licença:

Tenho 4 filhos (um no céu), 2 meninos e 1 menina, duas noras e um genro, 6 netas (uma no céu) e 3 netos.

Se, olhando assim, parece pouco pra você, pra mim é um mundo.

Meu mundo.

E é nesse mundo que eu quero viver, até quando meu Pai permitir.

 

Com amor

 

voh Nil <><<

 

Obs. Esse post foi só uma reflexão. Da festa, eu conto em outro! hehe


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

MUDANÇAS...

A vida é feita de ciclos, já diria o Rei Leão...

Hoje fomos assinar a venda da nossa casa. Uma casa de vó, eu diria, em muitos aspectos.

Nela, poucas coisas mudaram de lugar  ao longo dos anos. 
O sofá teve que ser mudado mas, a mesinha de centro de pinus feita em Casa Branca por sugestão da minha mãe, ficou. Sustentando alguns livros e a bandeja de café da minha avó que foi a diversão da Talita e agora segue entretendo o pequeno Davi. 

A mesa de jantar/almoço/café, mudou para uma extensível porque a família foi aumentando e a gente queria todo mundo à mesa. 
Só que não, porque por um tempo as meninas comeram foi numa mesinha colorida, comprada para múltiplas funções. 
Agora, as princesas estão grandes, os meninos ainda muito pequeninos e as configurações na hora de comer mudaram um bocado...

O quarto dos filhos passou pra Larissa depois que eles se casaram. e então, ela se casou e o quarto  ficou meio sem função por um  tempo até se transformar no famoso  "quartão". 
E foi nele que muita coisa aconteceu neste tempo todo, desde brincadeiras, criações, jogos com os tios, ensaios de apresentações e teatros, reduto para a família do interior com muito colchão e edredom envolvido! 
Nele eu trabalhei na pandemia e dormi quando as dores da perna precisavam de um colchão mais "acolhedor"! 

A cozinha, não mudou muito, embora a geladeira e o fogão sejam outros... Mas nela muita coisa aconteceu desde almoços, noites de pizza, batatas recheadas com o tio Re e a tia Tefa, e a minha menina dos olhos: o Dia de Ação de Graças!
Nela as meninas ajudaram em receitas das mais variadas e ecléticas. Os homens assumiram as panelas cada vez mais e as mulheres a usaram para conversas e atualizações no meio de uma bagunça devidamente organizada. No final, tudo saía a contento (ou quase) e ninguém reclamava!
Recebi e dei muitos abraços apertados nessa cozinha...
Errei muita receita, queimei bolo, salguei e apimentei demais, mas aprendi que não precisa ser perfeito. Que o que vale é estarmos juntos e compartilharmos esses momentos.

O quintal foi o que mais se transformou. No início ele era do Barty, onde buracos e mais buracos apareciam dependendo do humor do nosso querido cãozinho. Depois que ele se foi, conseguimos usar o espaço com muita água no verão  e algum foguinho no inverno...
Ele foi sempre meio subutilizado mas, mesmo assim tivemos muita coisa boa acontecendo ali.  Foi cenário para fotos do primeiro aniversário da Lia, lugar para churrasquinhos em família, festa na volta da Lalá e fotos para o calendário. Hoje ele acolhe os meus temperos, minhas frutinhas (amoras e araçás) e meus chás que saram até caspa no joelho e catapora mal curada! ;)

Vivi e aprendi muito nessa casa. Cresci como mulher, mãe e avó. 
Nesse lugar a cada manhã, ao abrir a janela do meu quarto, louvei ao meu Deus, o  Criador de uma natureza tão linda feita pra nossa sobrevivência e nosso deleite. Louvei-O por ter permitido que eu pudesse viver momentos tão lindos  e criar memórias tão preciosas neste lugar.
 
Júlia, Anna, Camila, Lia, Talita, Caleb, Davi e Gabriel, obrigada por existirem na minha vida!
Daniel, Taciana, Marcos Paulo, Ana Beatriz, Larissa e André, obrigada pela ajuda, pelo apoio e pela generosidade sempre.

Essa avó agora vai para uma nova fase onde a praticidade e a simplicidade da vida possam possibilitar mais tempo e disposição pra quem realmente importa. Vocês! 

Princesas e Netinhos, a vovó sempre vai estar aqui pra vocês, não importa onde esse  "aqui" seja! 😃 
A tivó Melinha já disse que vai ajudar a transformar o meu cantinho num "Jardim Secreto"! 

Ainda vamos aprender e nos divertir muito juntos! 


Com amor

voh Nil <><<


Soli Deo Gloria






sexta-feira, 16 de maio de 2025

VOLTANDO EM GRANDE ESTILO...

 

ELE CHEGOU!

(APENAS UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO AQUI. ESCREVI O TEXTO QUE SEGUE QUANDO ELE NASCEU. HOJE, JÁ FAZ QUASE UM MÊS. MAS VALE O REGISTRO 😉)

                                                         

Depois de cinco netinhas, um garotinho!

Lindo e forte do alto dos seus   3,562 Kg e 49.cm

GABRIEL  chegou rompendo paradigmas!

Quarto filho, o que convenhamos não é muito usual nos dias de hoje, e Menino, bendito entre as mulheres...que não são poucas nesta família!

Esperando por ele... AS IRMÃS E AS PRIMAS. 💗

JULIA E ANNA, pré-adolescentes, já com muito o que contribuir e ensinar para o membro mais novo da turma. Estão naquela idade gostosa em que cuidam direitinho mas, com a leveza da juventude mal começando.

CAMILA E LIA, as segundinhas, também já cresceram e talvez sejam suas parceiras de artes e brincadeiras, cheias de criatividade e paciência.

E TALITA, a pequenina, um pouco preocupada, um pouco feliz...

Conversando com ela outro dia, contei que também fui a caçulinha e era, assim como ela, a terceira "filha mulher" dos meus pais. E que depois de 7 anos... ganhei um irmão!   

E ela, curiosa, pergunta: E aí, vovó? O que você fez? Como foi? 

Então contei a ela que brinquei muito com ele, inventei brincadeiras, fiz ele dormir, dei papinha, ajudei nas tarefas da escola e que, no final, crescemos como bons amigos.  

A expectativa é grande, os sonhos também. 

Como avó, assim como foi com as meninas, também tenho os meus sonhos e desejos com o GABRIEL. Mas, sendo sincera, a incerteza de "se vou dar conta" às vezes me assalta. Talvez por não poder estar por perto na sua chegada ou talvez pela idade e as condições físicas que já foram melhores...

Só sei que, a emoção é igual a todas as outras vezes. E a esperança de qu teremos momentos felizes e criaremos muitas memórias aquece esse meu coração de vó.  

GABRIEL, a vovó logo logo vai estar pronta  pra te ver e te dar muito colinho! 

Por enquanto, fique com o meu amor. 

 

Voh Nil  <><<

 

PS. ATUALIZANDO... NÃO ESTIVE NA CHEGADA DELE MAS DEI UM JEITO DE IR NO DIA SEGUINTE. FOI PUNK MAS VALEU A PENA! AQUELE CHEIRINHO DE BEBÊ REFEZ AS MINHAS FORÇAS!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

LAÇOS



Duas das minhas netinhas moram aqui perto e as outras duas no interior.



Essa realidade faz com que a frequência com que elas se vejam, todas juntas, seja bem menor do que a gente gostaria.
Mas graças à boa vontade das noras e dos filhos temos tido alguns momentos muito gostosos de bagunça e interação entre as pequenas.

Julia e Anna, as mais velhas se dão bem sem muitos entretantos. Já estão "mocinhas" (4 e 3 anos, respectivamente) e têm suas preferências. 
Camila e Lia, as caçulas, têm se mostrado generosas e de fácil trato. Estão muito interessadas em aprender tudo desse mundo novo e fascinante! 
E como aprendem! Com que rapidez elas mudam e se desenvolvem!

Em Julho quando fomos almoçar, comemorando o aniversário do pai da Juju, aconteceu algo novo e marcante (pelo menos para mim, voh coruja, encantada, assumida e carimbada):

Lia, a caçula da turma, simplesmente se apaixonou pela prima mais velha. Foi lindo de ver. A pequena estava fascinada com aquela menina  que já sabia falar e fazer muitas outras coisas que ela mesma ainda não dominava e que com doçura e paciência lhe dava atenção e carinho. 
Depois de algumas horas no restaurante seguindo a prima por todos os lados, chegada a hora de ir embora, Lia quis a todo custo que a “prima grande” fosse com ela. Chorando, exigiu que a prima fosse no mesmo carro que ela. Segurou com suas mãozinhas a mão da Julia e não largou até conseguir convencer os adultos de sua vontade. Resultado: foram todos para a casa dos tios e lá passaram mais algumas horas juntas.


Dois meses se passaram mas a paixão da Lia pela Juju não diminuiu. 
Encontraram-se de novo e agora com mais “atitude” a pequena e doce Lia não deixava nem que a Camila, irmã da Juju, tocasse nela: “É meu! É meu!” dizia ela, com cara de brava para tentar assustar quem quisesse tomar dela a prima querida!

Enquanto isso, Camila e  Anna pouco se importaram. Cacá por ser ainda pequena e não ter percebido , creio eu,  o que se passava. Estava mais interessada em outras coisas como aprender a encantar a gente com seu charme. Anna, muito na dela, mantendo-se a uma distância segura da confusão (esperta essa menina...).   

Lembro-me das férias de minha infância quando todos os primos se encontravam na casa da vó Tuti. 
Muitas vezes brigas e “discussões” surgiam mas nunca foi preciso que nenhum adulto interferisse no relacionamento entre nós. As coisas se ajeitavam e no final das férias as lágrimas sentidas mostravam o quanto a gente se amava apesar de tudo!
Hoje com a internet resgatamos o contato com os primos “do interior” e tem sido muito gostoso ver através das mensagens sérias e das piadas o quanto cada um mudou e principalmente o quanto NÂO mudamos.

Sei que nem tudo serão flores, porém espero e peço ao Pai que minhas netinhas (e quem mais chegar) tenham a oportunidade  e a bênção de criar laços de amor e de família.

Primos e primas. Coisa boa.

Com amor


voh Nil <><<

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SEMANA DA VOVÓ

As coisas estão se acalmando por aqui.

Não mais tanto estresse em saber como ser ou o que fazer. 
Já soa menos estranho ser chamada de avó. 
A casa vai tomando outra forma. Nada muito definitivo (essa avoh não deixou de ser pragmática) mas descobrimos que as almofadas são perfeitas para servir de barreira para a perigosa escada, a piscina já comprada para os dias de calor, copinhos, pratinhos, caixa de “coisas perigosas” para brincar, lápis de cor e papéis, livrinhos, filmes...

O  coração porém, agora mais calmo,  ainda se aquece com pequenas grandes coisas.

A “preferência”  da Juju quando estou por perto. “Com quem você quer tomar banho, Juju?Com a vovó!”  "Quem você quer que te dê a comidinha?  A vovó!" Com quem você quer dormir, Juju? Com a vovó!!!" 

O sorriso lindo e tão grande com que a Anna me recebeu um dia, como se dizendo: Que bom que você veio, vovó!!! (ah, os delírios de uma avó!)

São pequenas coisas que vão tornando a minha vida ainda mais feliz.

As meninas ainda namoravam meus filhos quando instituí a “Semana da vovó”. Elas, como sempre, me apoiaram sem reservas já querendo inscrever os futuros bebês!!  “Desde que idade já pode participar?” “Quando é que você vai abrir as inscrições, tia?” E por aí costumavam ir nossas conversas e gozações.

Mas o tempo corre, às vezes mais rápido que imaginamos. E eis que neste mês, transformei a minha primeira semana da vovó em “Semana da Vovó Delivery” !!

Tenho um mês de licença do trabalho e minha nora, a mãe da Anna, me pediu que cuidasse da pequenina em sua volta ao trabalho. Lá fui eu. Aliás, lá estou eu, por duas semaninhas, aproveitando para curtir bastante essa mocinha que perto de seus sete meses de vida já encanta meu coração quando sorri e dá os bracinhos para mim.

Depois, outra semana em Batatais para me deleitar com a Juju que já nada como um peixinho, fala pelos cotovelos, topa tudo e já é uma boa companhia para as caminhadas pelo quarteirão e idas ao supermercado conversando com cada au-au que encontramos.



Comprei um livro: “O legado dos avós”  de David Merkh e  Mary-Ann Cox. (Editora Hagnos). 


A autora, já uma avó de netos crescidos, teve algumas ideias muito parecidas comigo e ainda de quebra dá algumas sugestões práticas muito legais. 

E nisso eu vejo a mão do meu Senhor me guiando, me ajudando, me dando sabedoria para fazer alguma diferença para a geração que vem aí. É isso que sempre pedi a Ele. Amém! 


Bjs voh Nil