Ser avoh...

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Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.
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sábado, 24 de agosto de 2019

DEUS GOSTA MUITO DE MIM...

Olá, pessoas!

Estou muito feliz!





Não. Não ganhei na LOTO. Aliás, nem jogo. Por que (ou como) eu iria ganhar?...



É que nessa semana eu pensei em pedir aos pais das netinhas #2 e #4, Anna e Lia, para poder ficar com elas. Mas o tempo passou meio corrido, muito trabalho e pouco tempo me fizeram esquecer de contatá-los pra combinarmos.



Então, na sexta feira, estava eu no meu trabalho e já era quase a hora do almoço quando me lembrei e fiquei triste. Não dava mais tempo pra combinarmos já que sempre que vou buscá-las minha nora e meu filho preparam a mochilinha delas com roupas, pijamas, remedinhos, e muitos outros etceteras.


Como eu disse, fiquei triste. E um pouco brava comigo também, devo confessar.


Procrastinar (agora lembrei da minha amiga Adriana. Depois eu conto.) é uma coisa muito feia mas de vez em quando se eu não vigio.... acabo caindo nessa e perdendo muitas oportunidades legais.



Pois é, de tanto procrastinar acabei ficando sem minhas netinhas...


Bom, isso pensava eu!

Marido me chama pra ir ao cinema assistir filme do  Tarantino. Aceito, apesar de ser num shopping que eu definitivamente não gosto de ir. Mas como não tinha outro, lá fui eu!.


Filme assistido (muito bom por sinal), vamos pegar o elevador para o estacionamento e o bendito demora mais que o tolerável para uma pessoa que como eu não queria estar ali naquele palácio de consumo e ostentação ( cricri eu, né?). 

Convenço meu marido que podemos pegar a rampa ali ao lado. Mas, pra minha tristeza e semi-irritação (semi porque não é qualquer coisa que me tira do sério, não!) a dita cuja não levava ao andar que a gente precisava!

Afe! 

Voltamos ao primeiro elevador e antes que eu pudesse pronunciar "furibunda e encolerizada" quem é que sai no meio da multidão? Meio perdidinhas, atrás da mamãe e um monte de adultos grandes, imensos!? Quem?!


As duas menininhas mais lindas do mundo!!!

Elas olham pra mim e exclamam: "Vovóóóó!!!" 

Abraços, beijos, mais abraços e.... "Mamãe, a gente pode ir pra casa da vovó?"


Ah, não tem como explicar minha alegria, meus queridos. 

Diante da afirmativa da mamãe, a Anna ( o cérebro dessa turma) pergunta: " mas a gente não tem pijama..." e ela mesma responde " mas não faz mal, né vó?".

E assim, qualquer empecilho nessa hora seria automaticamente descartado como insignificante, irrelevante, desimportante e desprezível.  Documentos? Não, pra quê? Calcinhas? Não, pra quê?! Pijamas? Não, pra quê?...


E assim, as netinhas passaram a noite com a voh Nil e o vovô. 



E assim, eu tive a certeza absoluta que.... 

Deus é bom. Deus é muito bom! Deus é bom o tempo todo!!!

Anna e Lia, a voh Nil ama vocês e quer que vocês saibam que sempre serão muito bem vindas aqui na casa da vovó, viu? Fiquem à vontade!


com amor

Voh Nil <><<










segunda-feira, 25 de julho de 2011

Exemplos 3


Vó Angelina 



Cresci ouvindo que eu era muito parecida com minha avó Angelina quando jovem. 
Filha de imigrantes italianos, mulher de traços fortes e elegancia discreta.

Viúva, não conheci meu avô que faleceu quando meu pai era ainda bebê. Foi estigmatizada numa sociedade machista e provinciana. 
Apesar de morar na mesma cidade de minha avó materna, onde passávamos as férias, poucas vezes íamos à sua casa. 

Mas quando íamos... era tudo tão diferente! A começar das revistas sobre cinema e radio, artistas famosos, tanto glamour numa casa tão simples e humilde...
Ficávamos sentados na pequena salinha folheando a coleção de semanários,  descobrindo um mundo novo e interessante, diferente de tudo que conhecíamos. 
Aquelas visitas eram interlúdios de cultura e tranquilidade em nossa férias.

Mas a minha avó tinha um cuidado especial nessas visitas. Costumava fazer o que cada um mais gostava: pipoca para o Juba, pamonhas para minha mãe e minhas irmãs e um delicioso curau pra mim! hummmm....

Ela mesma plantava o milho e oferecia os quitutes com muito orgulho. 
Em seu quintal, que explorávamos quando a conversa já ia alta, havia uns melões de casca escura e amarelos por dentro que nunca mais encontrei. Na cerca de bambu cresciam trepadeiras com uma frutinha amarela muito doce que comíamos deliciados. 

Quando moramos nesta cidade, em minha adolescencia, vó Angelina sofreu um AVC e ficou acamada por dez meses vindo a falecer. 
Hoje, me vem à lembrança sua discreta elegancia, sua vaidade sem exageros, sua cultura apesar de toda dificuldade. 

Dela quero a clareza, a tranquilidade e a atenção diferenciada a cada neto, sem exageros. 

Dela também tenho saudades e a sensação de que poderia ter aproveitado um pouquinho mais... 

Nem tudo é perfeito.


Nilcea <><<