Ser avoh...

Ser avoh...
Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.

sábado, 5 de agosto de 2017

BORDADOS E SEGREDOS...




Outro dia, juntei as duas primogênitas, Juju (5) e

Anna (4) para bordarmos.



Sim: 

"Bordar: verbo transitivo direto:  Decorar (tecido)

 utilizando agulhas, fios e/ou ornamentos (fitas ou lantejoulas)"



No caso, feltro, linha de bordar de várias cores e agulha de talagarça (menos perigosa).

Imaginei a princípio que teria bastante trabalho em ensinar o vai e vem das agulhas para as meninas mas para minha surpresa, em menos tempo que o esperado, estávamos as três, feito comadres, em cima da cama bordando e falando da vida!

E que papo gostoso foi aquele! Ficamos um bom tempo naquela atividade, numa dança de cores e linhas, histórias e segredos.

Contei a elas de quando minha avó me ensinou a bordar e outras tantas coisas como crochê, tricô, costura… E elas curiosas, a pensar que a vovó também teve uma vovó… e o que era aquilo de tricô, crochê...

Fecho os olhos e vejo as duas, com seus bastidores, aprendendo a dominar o colorido que  vai se formando no fundo negro do feltro.

E agradeço ao Pai por momentos como esse,  onde o mundo para de girar e só o que interessa a essa avoh é estar com elas, ouví-las, participar de seus sonhos e pensamentos.
É passar a elas o meu amor através do pouquinho daquilo que sei, daquilo que aprendi ao longo da vida.

Logo a roda de bordado terá outras participantes.  Que sejam bem vindas todas as garotas!

Com amor,



voh Nil <><<


PS.  Esse post me lembrou  um filme lindo chamado Colcha de Retalhos, (1995) com a Winona Ryder, Ellen Burstyn e Anne Bancroft. Vale a pena. ;)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A MÃE DO PAI...


Esta semana, minha nora me marcou no Insta de uma mãezinha muito sensível que mesmo com seus filhos ainda pequenos escreveu um post sobre algo tão complexo e de uma forma tão linda que pedi a ela para postar aqui e compartilhar com vocês. Aproveitem!
Rafaela, do @a.maternidade , muito obrigada!

"A mãe da mãe tem as portas abertas.
Liberdade, intimidade, jeitinho.
É coadjuvante da novidade, doadora silenciosa do amor.
Cúmplice da nova mãe que merece e precisa da sua presença.
Mas e a mãe do pai?
Quaõ difícil deve ser mãe do pai. Achar a brecha, encontrar o lugar, se chegar.
A mãe do pai não tem quem ajudar nas posições das mamadas, não tem quem fazer compressas pré amamentação.
Para isso já existe a mãe da mãe.
É ela quem o coração da filha pede.
E assim, a mãe do pai fica ali, observando de perto mas de longe.
A mãe do pai não tem desculpas para visitas demasiadamente prolongadas. Precisa ir na coragem, na boa cara de pau, na fé.
A mãe do pai não pode ligar 3x ao dia pra saber como está o toquinho de gente que fez seu coração explodir mais uma vez.
Ser mãe do pai é presenciar o filho se descobrir na paternidade, e ao mesmo tempo ter relances do garotinho que ontem segurava sua mão, e agora segura um bebê.
Ser mãe do pai é querer beijar, abraçar, palpitar na vida de um bebê que é tão seu, mas nem tanto.
É o amor incondicional que não pode chegar arrombando, precisa ser manso, bater na porta.
Ser mãe do pai é ter que aprender a respeitar a ordem do tempo e principalmente das coisas. É o amor resiliente, humilde, paciente.
Tenho a impressão que ser mãe do pai é o mais paciente dos amores. É a união do amor com a espera. Espera pelo momento, pela sua hora.
É falar, já que às vezes o amor fala demais, e se arrepender. A verdade, que não se pode negar, é que a mesma frase dita pela mãe da mãe, é recebida de forma diferente quando dita pela mãe do pai.
Ser mãe do pai é enxergar em outra mulher não somente a esposa do filho, mas a guardiã e mãe do novo ser que é tão importante na sua vida.
Ser mãe do pai é um papel tão complexo que assusta. E me traz uma ponta de tristeza, pois um dia será a minha vez. E uma ponta de vergonha, já que lembro da minha sogra e da sua jornada como mãe de pai.
Pensando assim meu coração me pede mais paciência, compreensão, tolerância.

Me pede para lembrar que quando o assunto é amor para os meus filhos, seja da mãe da mãe ou da mãe do pai, nunca é demais."

bjs da 
voh Nil <><<

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

VOLTA ÀS AULAS...






E finalmente... a Cacá foi pra escolinha!

As  quatro princesinhas  agora estão devidamente matriculadas no ensino regular. E essa voh aqui extasiada com o desenvolvimento delas! Como crescem rápido!
Na foto, Camila com uniforme, de mãos dadas com a irmã mais velha, mochila de Galinha Pintadinha quase de seu tamanho. E lá foram elas no seu primeiro dia de aula!

Recebo hoje fotos da Julia aprendendo as letrinhas. A de Abelha, Avião, Arcoiris, Anel... E a professora esqueceu a palavra mais linda: AMOR!

Neste início de ano fui buscar algumas vezes a Anna e a Lia na escola. Que delícia! A alegria delas, o entusiasmo com tudo, mesmo após um dia inteiro de atividades, é de se invejar!

Vejo que elas crescem. Lia já ora pelo alimento e pega a bolsa e diz que vai  “A IGUEZA”.
Brinca de faz de conta e na brincadeira eu sou a neta, ela a vovó e eu pergunto: Mas quem é a mamãe, Lia?
Ela olha para o sofá onde a Anna assiste desenho no celular displicentemente deitada e aponta: “Ela!”  E sai andando!

Anna se superou e aprendeu a nadar no ano que passou o que lhe valeu a entrada no balé, tão sonhado e esperado!

Camila começou a nadar e Juju já atravessa a piscina quaaaase de uma vez!

Juju já com ares de adolescente de fone rosa no ouvido... Anna me chamando a atenção se tiro as mãos do volante... Lia tomando cuidado com o meu pé interessada se já sarou o dodói... Camila calçando meus sapatos...
Elas estão crescendo. E se você contar todos os pontos de exclamação deste texto vai ter ideia do que isso provoca nessa avoh em construção!

Princesinhas, estar com vocês, acompanhar mesmo que de longe seu desabrochar é algo que nunca imaginei ser tão bom e revigorante!

Acabo me lembrando da minha própria infância. Dos sonhos, medos, desafios e surpresas. Do mundo de possibilidades que se abria e das escolhas a serem feitas.

Escolhi me casar. Escolhi ter filhos.
Só não escolhi (e isso me veio pela mais maravilhosa Graça do Pai) ter quatro netinhas. Lindas, carinhosas, espertas e cheias de vida!

Juju, Anna, Cacá e Lia: a voh Nil também está crescendo com vocês. Está aprendendo muito, mudando o que é preciso e se desenvolvendo.
Obrigada por me fazerem melhor.

Com amor

Voh Nil <><<



domingo, 30 de outubro de 2016

MARQUINHAS NA PAREDE


Faz tempo que minhas paredes pararam de ter marcas de mãos. Principalmente a 60 cm do chão!



No domingo passado tivemos aqui em casa o almoço de Ação de Graças e duas pessoinhas ainda hesitantes nos degraus, deixaram marquinhas no batente da porta.
Hoje, ao dar uma geral na casa para o fim de semana, me deparei com aquelas marquinhas tão baixinhas  e me veio à mente as duas, Camila e Lia,  de lá pra cá, de cá pra lá, explorando e querendo fazer parte de tudo. E cada vez que iam em direção ao degrau eu dizia: Segura! Olha o degrau!
E o resultado foi esse. Eu aqui, feliz da vida, agradecendo ao meu Deus por essas menininhas que enchem minha vida de amor e alegria.

Nesse mesmo dia, Juju e Anna, as mais velhas, na maior parceria se escondiam no meu quarto onde já sabem onde estão as coisas boas de brincar. 
Os lápis da vó Nil viram varinhas de condão e elas saem atirando feitiços de sapo do alto da escada em quem estiver na mira. Os bancos de dinheirinho também se encontram nesse espaço reservado. Ali, bichinhos das pecinhas do jogo de memória viram clientes dos bancos das meninas que emprestam a fundo perdido até que se esgotem as reservas ou a paciência de uma delas. Ah! Essa brincadeira também precisa da vó que faz as falas dos clientes em apuros financeiros.

Falando em Ação de Graças, como ainda estou a meio mastro com a recuperação do meu pé quebrado, pude perceber o quanto a família está unida e “confortável”.

Sonhei e orei para que isso acontecesse. Para que o amor entre nós fosse algo espontâneo e verdadeiro. Que a verdadeira INCLUSÃO em que acredito fosse real entre os meus e que cada um respeitasse as diferenças como algo natural e saudável em nossas vidas.

E como a cereja do sundae recebo um email da nora #1 dias depois do almoço e uma frase me fez ver que vale a pena entregar tudo nas mãos de quem sabe e pode fazer: “Sua casa sempre é um local de refúgio e paz...”

Glórias a Ele!

Com amor

Voh Nil <><<
  

PS. A mãozinha da ilustração é da tia Lalá quando tinha 2 aninhos e também deixava marquinhas na parede!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

LAÇOS



Duas das minhas netinhas moram aqui perto e as outras duas no interior.



Essa realidade faz com que a frequência com que elas se vejam, todas juntas, seja bem menor do que a gente gostaria.
Mas graças à boa vontade das noras e dos filhos temos tido alguns momentos muito gostosos de bagunça e interação entre as pequenas.

Julia e Anna, as mais velhas se dão bem sem muitos entretantos. Já estão "mocinhas" (4 e 3 anos, respectivamente) e têm suas preferências. 
Camila e Lia, as caçulas, têm se mostrado generosas e de fácil trato. Estão muito interessadas em aprender tudo desse mundo novo e fascinante! 
E como aprendem! Com que rapidez elas mudam e se desenvolvem!

Em Julho quando fomos almoçar, comemorando o aniversário do pai da Juju, aconteceu algo novo e marcante (pelo menos para mim, voh coruja, encantada, assumida e carimbada):

Lia, a caçula da turma, simplesmente se apaixonou pela prima mais velha. Foi lindo de ver. A pequena estava fascinada com aquela menina  que já sabia falar e fazer muitas outras coisas que ela mesma ainda não dominava e que com doçura e paciência lhe dava atenção e carinho. 
Depois de algumas horas no restaurante seguindo a prima por todos os lados, chegada a hora de ir embora, Lia quis a todo custo que a “prima grande” fosse com ela. Chorando, exigiu que a prima fosse no mesmo carro que ela. Segurou com suas mãozinhas a mão da Julia e não largou até conseguir convencer os adultos de sua vontade. Resultado: foram todos para a casa dos tios e lá passaram mais algumas horas juntas.


Dois meses se passaram mas a paixão da Lia pela Juju não diminuiu. 
Encontraram-se de novo e agora com mais “atitude” a pequena e doce Lia não deixava nem que a Camila, irmã da Juju, tocasse nela: “É meu! É meu!” dizia ela, com cara de brava para tentar assustar quem quisesse tomar dela a prima querida!

Enquanto isso, Camila e  Anna pouco se importaram. Cacá por ser ainda pequena e não ter percebido , creio eu,  o que se passava. Estava mais interessada em outras coisas como aprender a encantar a gente com seu charme. Anna, muito na dela, mantendo-se a uma distância segura da confusão (esperta essa menina...).   

Lembro-me das férias de minha infância quando todos os primos se encontravam na casa da vó Tuti. 
Muitas vezes brigas e “discussões” surgiam mas nunca foi preciso que nenhum adulto interferisse no relacionamento entre nós. As coisas se ajeitavam e no final das férias as lágrimas sentidas mostravam o quanto a gente se amava apesar de tudo!
Hoje com a internet resgatamos o contato com os primos “do interior” e tem sido muito gostoso ver através das mensagens sérias e das piadas o quanto cada um mudou e principalmente o quanto NÂO mudamos.

Sei que nem tudo serão flores, porém espero e peço ao Pai que minhas netinhas (e quem mais chegar) tenham a oportunidade  e a bênção de criar laços de amor e de família.

Primos e primas. Coisa boa.

Com amor


voh Nil <><<

terça-feira, 2 de agosto de 2016

VOA LIA, VOA...

Lia foi promovida!




Lia linda, quietinha e comilona. Lia que sabe o que quer e vai atrás.

É interessante ver como cada uma das minhas netas são diferentes. Lindamente diferentes.

Soube que durante todo o curso de férias a pequena estava insatisfeita em ficar no berçário, que ainda era sua classe, e só sossegava quando estava com os mais velhos.
Coisa de segunda filha? Acho que sim. A fascinação dela pela Anna, a irmã mais velha, mais experiente, mais bacana, mais TUDO é da gente se encantar. E na última vez em que as primas se viram Lia “grudou” na prima mais velha, a Júlia!

Outro dia os pais mandaram dois vídeos: num, a Anna cantava Yellow Submarine com a graça que lhe é peculiar quando se trata de cantar, principalmente em inglês!

No outro, Lia fazia seus trejeitos frente à câmera e nada dizia. Nisso, em off, a Anna começa a explicar que ela não quer falar ou algo assim. Na hora, a mocinha disse: Não!! E brava mostrou à irmã que era a vez dela! Eu rindo ao assistir completei em pensamento: “No seu eu fiquei quieta, agora é minha vez! Humpf!”

Lia é assim. O que ela faz enquanto ainda não fala fluentemente nosso idioma dá margem a muitas interpretações tal é a força de expressão naquele rostinho lindo!

Mas, e a promoção do início deste post?
Ah, sim! Agora neste semestre Lia voltou às aulas já promovida ao INFANTIL. Nada de berçário. Deixemos isso para os bebês. Ela já é uma “menina grande”. Sabe andar, quase sabe falar e está definitivamente muito interessada em aprender muitas coisas e curtir muito a Escola!

Go, Lia!!  Parabéns!  O mundo é seu!

A gente fica por aqui admirando e torcendo pelos seus próximos vôos!

Com amor,


Voh Nil <><<

quinta-feira, 30 de junho de 2016

DEUS E O GOOGLE


Fiz 60 anos há dois meses.

Apesar de datas não serem exatamente a minha prioridade nem foco, o fato de completar 60 anos nesta vida, ultrapassar a barreira do tempo e me encontrar na terceira idade foi interessante, pra dizer o mínimo.

Lembro-me que na minha infância quando as mulheres chegavam a essa idade era só uma questão de tempo para o fim e fico abismada como tudo mudou! Como as perspectivas da mulher de hoje foram expandidas. Uma avó hoje em dia ainda tem muito gás e infinitas possibilidades!

Mas voltando ao tema do blog, entrando em férias, passei um tempo com o meu pai em Indaiatuba e em seguida com a família do filho #2  em Batatais.
Já me preparando para voltar para casa... PLOFT! CRASH!

Resultado #1: fratura no tornozelo digna de cirurgia!
Resultado #2: eu aqui, há 40 dias com o pé pra cima, tentando (e conseguindo graças ao bom Deus!) passar o tempo da forma mais tranquila e positiva possível.

Tenho forçosamente pensado muito em muita coisa e espero que eu esteja realmente aprendendo com tudo isso.
Mas nem tudo são flores e, apesar do cuidado e carinho de todos, quando uma pontinha de dúvida assalta o meu humano coração eu procuro na memória a lição que aprendi com a minha neta #1, a Júlia, logo no início desta “aventura”.

Um dia, Juju me perguntou algo que eu não sabia (não me lembro mais o que).
Como estava com o celular à mão respondi:
_“Ah! Mas eu sei quem sabe!”
_ “Quem vovó?” pergunta a garotinha curiosa.
_ “ O Google! Ele sabe tudo!”
 E prontamente fiz uma busca por voz que foi respondida em alto e bom som (na voz da Regina Bittar, a moça do Google)  diante do rostinho de surpresa da menina.

Dias depois, enquanto esperava meu marido para me levar para casa após o acidente, Júlia e Camila me faziam companhia no quarto.
Preocupada, Juju me perguntou algo sobre o machucado e quando iria sarar. Respondi que o pé da vovó ficaria sem poder mexer por um pouco mas que logo estaria sarado.

_ “ E quando vovó?”
_ “ Deus é quem sabe, querida...”
_ “ Deus sabe tudo, né vovó?”
_ “ Sabe, meu amor. Ele sabe todas as coisas.”

E ela, depois de pensar um pouco, responde com a certeza e a simplicidade de seu coração de criança:

_ “ Deus sabe mais que o Google, né vovó?!”


“Disse Jesus: Deixar vir a mim os pequeninos por que deles é o reino dos Céus”

Com amor,

vó Nil <><<