Ser avoh...

Ser avoh...
Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

VOA LIA, VOA...

Lia foi promovida!




Lia linda, quietinha e comilona. Lia que sabe o que quer e vai atrás.

É interessante ver como cada uma das minhas netas são diferentes. Lindamente diferentes.

Soube que durante todo o curso de férias a pequena estava insatisfeita em ficar no berçário, que ainda era sua classe, e só sossegava quando estava com os mais velhos.
Coisa de segunda filha? Acho que sim. A fascinação dela pela Anna, a irmã mais velha, mais experiente, mais bacana, mais TUDO é da gente se encantar. E na última vez em que as primas se viram Lia “grudou” na prima mais velha, a Júlia!

Outro dia os pais mandaram dois vídeos: num, a Anna cantava Yellow Submarine com a graça que lhe é peculiar quando se trata de cantar, principalmente em inglês!

No outro, Lia fazia seus trejeitos frente à câmera e nada dizia. Nisso, em off, a Anna começa a explicar que ela não quer falar ou algo assim. Na hora, a mocinha disse: Não!! E brava mostrou à irmã que era a vez dela! Eu rindo ao assistir completei em pensamento: “No seu eu fiquei quieta, agora é minha vez! Humpf!”

Lia é assim. O que ela faz enquanto ainda não fala fluentemente nosso idioma dá margem a muitas interpretações tal é a força de expressão naquele rostinho lindo!

Mas, e a promoção do início deste post?
Ah, sim! Agora neste semestre Lia voltou às aulas já promovida ao INFANTIL. Nada de berçário. Deixemos isso para os bebês. Ela já é uma “menina grande”. Sabe andar, quase sabe falar e está definitivamente muito interessada em aprender muitas coisas e curtir muito a Escola!

Go, Lia!!  Parabéns!  O mundo é seu!

A gente fica por aqui admirando e torcendo pelos seus próximos vôos!

Com amor,


Voh Nil <><<

quinta-feira, 30 de junho de 2016

DEUS E O GOOGLE


Fiz 60 anos há dois meses.

Apesar de datas não serem exatamente a minha prioridade nem foco, o fato de completar 60 anos nesta vida, ultrapassar a barreira do tempo e me encontrar na terceira idade foi interessante, pra dizer o mínimo.

Lembro-me que na minha infância quando as mulheres chegavam a essa idade era só uma questão de tempo para o fim e fico abismada como tudo mudou! Como as perspectivas da mulher de hoje foram expandidas. Uma avó hoje em dia ainda tem muito gás e infinitas possibilidades!

Mas voltando ao tema do blog, entrando em férias, passei um tempo com o meu pai em Indaiatuba e em seguida com a família do filho #2  em Batatais.
Já me preparando para voltar para casa... PLOFT! CRASH!

Resultado #1: fratura no tornozelo digna de cirurgia!
Resultado #2: eu aqui, há 40 dias com o pé pra cima, tentando (e conseguindo graças ao bom Deus!) passar o tempo da forma mais tranquila e positiva possível.

Tenho forçosamente pensado muito em muita coisa e espero que eu esteja realmente aprendendo com tudo isso.
Mas nem tudo são flores e, apesar do cuidado e carinho de todos, quando uma pontinha de dúvida assalta o meu humano coração eu procuro na memória a lição que aprendi com a minha neta #1, a Júlia, logo no início desta “aventura”.

Um dia, Juju me perguntou algo que eu não sabia (não me lembro mais o que).
Como estava com o celular à mão respondi:
_“Ah! Mas eu sei quem sabe!”
_ “Quem vovó?” pergunta a garotinha curiosa.
_ “ O Google! Ele sabe tudo!”
 E prontamente fiz uma busca por voz que foi respondida em alto e bom som (na voz da Regina Bittar, a moça do Google)  diante do rostinho de surpresa da menina.

Dias depois, enquanto esperava meu marido para me levar para casa após o acidente, Júlia e Camila me faziam companhia no quarto.
Preocupada, Juju me perguntou algo sobre o machucado e quando iria sarar. Respondi que o pé da vovó ficaria sem poder mexer por um pouco mas que logo estaria sarado.

_ “ E quando vovó?”
_ “ Deus é quem sabe, querida...”
_ “ Deus sabe tudo, né vovó?”
_ “ Sabe, meu amor. Ele sabe todas as coisas.”

E ela, depois de pensar um pouco, responde com a certeza e a simplicidade de seu coração de criança:

_ “ Deus sabe mais que o Google, né vovó?!”


“Disse Jesus: Deixar vir a mim os pequeninos por que deles é o reino dos Céus”

Com amor,

vó Nil <><<


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

PRINCESAS...

De repente o castelo ficou cheio de princesas. De todos os tamanhos. De todas as cores e de todos os jeitos.

Tinha princesa quietinha e princesa barulhenta. Princesa gordinha, magrinha e magricela.     Loirinha, morena, cacheada e carequinha. Princesa comilona e princesa faladora.
Artista? Tinha também. Dorminhoca e festeira.  Compositora e saltitante.
Tantas princesas e todas tão lindas que a dona do castelo passava os dias rindo sozinha, lembrando das artes e conversas das novas moradoras de um castelo que já estava ficando meio vazio quando as princesas começaram a chegar.
Às vezes, como agora, a dona do castelo estava em sua cama, o soninho quase chegando quando, de repente, uma princesa aparecia em sua mente e dizia: "Mas esse bruxo Rodoanel!!!" se referindo ao Gargamel dos Smurfs. E lá se vai o sono!
Outra hora, chega de mansinho a princesinha corujinha, muito séria, calma, linda, quase etérea, pedindo comida: uhhuhhuhh... 
E de novo o sono vai embora e deixa o coração cheio de ternura e saudade.         
Às vezes, no meio do dia, a dona do castelo se lembra da oração da princesinha baterista, antes de começar a tocar. Toda compenetrada.... agradece o Papai do céu pelo alimento!   
A princesinha do cabelo espetado que virou uma linda cabeleira negra emoldurando um rostinho com imensos olhos marrons aprendeu a andar. E no dia de Natal, de tão feliz que estava com a nova habilidade, fez uma maratona de muitos quilômetros... todos no corredor da casa da vovó!     
E assim o dias correm felizes e as noites também.        
A dona do castelo agradecendo ao Pai do Céu  pelas novas, tão diferentes mas igualmente belas princesas.
Na certeza de que ainda caberão muitas princesas e príncipes nesse reino.


E você há de me perguntar: Onde fica esse reino?
E eu responderei: No coração da voh.


com amor

voh Nil <><<     

domingo, 30 de agosto de 2015

QUINTAL, CAIXAS E LOBO MAU...

Este sábado lembrei muito da minha infância, quando eu e meus primos e primas desbravávamos o quintal dos nossos avós maternos em Casa Branca.

Lá, em meio às jabuticabeiras, a mangueira e o enorme abacateiro, brincávamos por horas.
Às vezes montando casinhas e fogõezinhos onde assávamos bolinhos de lama, outras vezes tentando pegar as jabuticabas, pequenas pérolas negras deliciosas que estragavam nosso apetite para desespero da vó Tuti!

Lembro-me de uma vez em que chegamos para passar as férias e o quintal estava todo modificado. Meus tios haviam feito diversas  melhorias. Limparam, enfeitaram, puseram bancos embaixo da mangueira lá no fundo...
E ainda sinto, como se fosse hoje,  o gosto do macarrão espaguete ao sugo que comemos debaixo de sua sombra!

Juju e Anna estiveram no quintal de casa ontem, e lá uma caixa de papelão virou casa dos porquinhos onde um lobo ameaçador forçava as pequenas a correrem de medo.
Alí "prepararam a terra" para plantar e colheram folhinhas da cheflera que parecia feliz em fazer felizes as duas meninas.




Mas o que mais me encantou foi quando elas resolveram ir lá atrás sozinhas.
Estávamos todos na varanda da frente da casa quando as duas, uma após a outra, subiram pelo corredor como se estivessem partindo para uma expedição de aventura. A Anna ainda olhando para trás  com aquele seu olharzinho maroto, a ver se alguém as seguia.

Lógico que eu fui atrás, disfarçadamente, para que nada lhes acontecesse, já que era a primeira vez que elas tiveram curiosidade e oportunidade de estarem juntas no quintal.
E lá pude participar da brincadeira acolhendo em meus braços os porquinhos que fugiam do lobo e até de um leão perdido na história!

É muito gostoso ver como estão crescendo e antever momentos assim, de camaradagem e amizade entre elas.

Sempre que elas quiserem e puderem o quintal da voh Nil vai estar disponível.

Pronto para abrigar os sonhos e aventuras das minhas pequenas princesas.


com amor

voh Nil <><<












sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CARPE DIEM...



Expressão latina que quer dizer: "Aproveite o dia de hoje"



Outro dia o pai da Anna me disse que, por conta do novo momento da família, a entrada da pequena Lia na escola, a volta da mamãe ao trabalho.... não teríamos mais nosso Raio de Sol às quintas feiras!!!

(Explicando: Há alguns meses tenho buscado a minha netinha #2 na escolinha e trazido para casa onde, depois do banho e jantar, Anna, o vovô e eu ficamos assistindo TV e brincando até que o papai chegue para levá-la. )

Minha resposta racional foi a melhor possível. Que estava tudo bem, que estaríamos aqui para qualquer coisa, etc, etc...

Porém, como aqui neste espaço eu me propus a colocar em palavras o que ia no meu coração de avó em desenvolvimento, aí vai o fim da história:

Depois dessa conversa com meu filho fui me dando conta de como as coisas mudam tão rapidamente.

Confesso que uma pontinha de tristeza passou pelo meu coração.

E fui percebendo o quanto é importante aproveitar bem o tempo junto daqueles que amamos. 

Na verdade eu já sabia disso. Meu lema sempre foi " Uso coisas e amo pessoas" mas, com minhas netas isso ficou ainda mais real, mais premente, mais necessário. 
Com elas quero curtir cada sorriso, cada gracinha, manha, pedido, beicinho, abraaaaaaço!!! 
Elas crescem e mudam tão rapidamente!!

Fui entendendo que cada momento bem vivido junto delas irá render muita saudade, é verdade, mas também muitas lembranças gostosas. 

Me peguei lembrando de cada uma das situações engraçadas nesses dias como quando a Anna, ainda aprendendo a falar, me pediu para assistir "a pequena xeléia" e eu entendi que ela queria "geleia"! 
Situações à vezes embaraçosas como quando, muito séria, ela olhou para o vovô e disse: "vou compá cabelo pá você, vovô!" !

Ficam as lembranças.
Que venham as novas experiências! 

com todo meu amor

Voh Nil, ao seu dispor <><<










 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

FAZ DE CONTA...

- Vovó, conta uma história?

- Lógico, Juju. Você quer a dos 3 porquinhos?

- Não...

- A da Rapunzel?

- Também não...

- Então qual?!

- Hummm.... a do ventilador! 

E assim surgiu a turma do quarto da mamãe e do papai. 

Estrelando...

Ventito, o ventilador!
Rapaz trabalhador, deu um duro danado  naquele verão rodando, rodando, rodando pra que o quarto ficasse bem fresquinho e gostoso e a vovó e a netinha pudessem dormir sossegadas pra brincar muito no outro dia.

E ao longo daquele verão, a cada noite, a turminha  foi aumentando.

A janela Gatinha, batizada pela Juju. 
Toda dengosa, ajudou muito ouvindo e conversando com a pequena menina que para ela contava   muito do que acontecia durante o dia. Mesmo as "coisas erradas" e a "broncas" que levava. 
A janela sempre entendia o que se passava naquela cabecinha. E,  ao final, sempre dava bons conselhos a ela. Que obedecesse a mamãe, que dormisse pra que pudesse brincar no outro dia... coisas assim, que toda boa janela pode e deveria fazer pelas criancinhas. 

Genário, o armário, meio caipirão, mas muito feliz por que se achava o mais importante. Afinal, era nele que estavam as roupas do dono da casa! Roupas que ele, todo orgulhoso, entregava para o "seu" Marcos a cada manhã bem limpinhas e cheirosas. Acho que por ser bem jovem, o armário era muito divertido. Gente finíssima. Tudo estava muito bom pra ele. Um amigão.

O armário grande já era bem mais velho, quase idoso. Acabava sempre indo dormir antes de todo mundo. Mas era um sujeito muito boa praça. Sábio como só os velhos armários sabem ser. Antes de ir dormir sempre dava muitos conselhos para a turma. Seu nome? Valdomiro. "seu" Valdomiro, com todo respeito.

E como em toda turma tem sempre um resmungão... 

O Olaf, também batizado pela Juju, era o máximo do mau humor. 
Mas ele tinha certa razão, como acabamos descobrindo. 
Certa noite ele disse que detestava quando crianças malcriadas o batiam com força. Coitadinho... ele como porta do quarto deve ter sofrido em algum momento um trauma que o fez ficar assim, todo bravinho.. 
Mas ele acabava sempre ouvindo os conselhos da pequena que dizia para ele não ser tão estraga prazeres, que ela nunca iria bater nele com força. Promessa!

E assim passamos as férias de verão da vovó na casa das netinhas. 
A cada noite muitas histórias e conversas deitadas lado a lado na grande cama, até que o sono viesse e  embalasse a pequena menina em seus braços. 


Resultado de imagen para sonhos

Meses se passaram e para minha surpresa a Juju se lembrava exatamente de cada personagem e as conversas e histórias foram resgatadas em mais uns dias de férias da vovó na casa das netinhas.

Não sei se quando ela crescer vai se lembrar desses momentos. 
Mas  sei que eu nunca esquecerei. 
Vou lembrar de cada sorriso, cada risada, cada espanto,  cada "pérola" dita e daquele rostinho lindo mergulhado naquele mundo de faz-de-conta  conversando com a janela, os armários, a porta e o ventilador.

com todo meu amor

voh Nil <><<




segunda-feira, 22 de junho de 2015

SERAVOH...




Ser avó é celebrar cada dia como se fosse o único;

Ser avó é voltar a ser criança e deixar o tempo passar suave e calmo;

Ser avó é dar risada sem parar, só de lembrar;

Ser avó é não cansar de rever fotos e vídeos;

Ser avó é ter o coração aquecido com risadas e beijos, de longe e de perto;

Ser avó é se interessar por todas as noticias sobre cuidados com bebês e crianças apesar de seus filhos já estarem bem crescidinhos;

Ser avó é planejar fazer muitas coisas com e para as netas mas quando está com elas só pensar extasiada  em contemplá-las na sua linda e doce ingenuidade;

Ser avó é olhar os patos na beira do lago, todos os dias e avisá-los de que em breve elas estarão alí dando comidinha, junto com a vovó, fazendo muita bagunça;

Ser avó é achar que sua neta é sempre, de longe, espantosamente melhor, mais bonita, mais esperta, mais  tudo do que toda criança que você já viu ou verá nessa vida (exceto seus filhos);

Ser avó é festejar cada passo dado, cada fralda tirada, cada chupeta abandonada, cada sorriso, cada gracinha e meiguice, cada avanço conseguido;

Ser avó é carregar no colo e fazer dormir, é contar histórias de príncipes, princesas e castelos, é cantar canções que há muito não cantava para embalar o sono de alguém tão precioso;

Ser avó é não conseguir explicar em palavras, mas assim mesmo tentar, ciente da sua pequenez diante de tanto e tão inexplicável amor;

Ser avó é agradecer a cada dia pelas netinhas e pedir ao Pai que as guie, ajude, oriente e guarde por todos os anos que virão.


com amor da 

voh Nil  <><<