Ser avoh...

Ser avoh...
Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.

domingo, 8 de setembro de 2013

ARTES DA VOH NIL (3)...

TATOOS


Pronto! 
Novamente com a ajuda da tivó Cilha lá fui eu "marcar" o nome da Anna em mim.





Uma amiga me disse: "Porque você não é uma avó normal? Que pendura no pescoço menininhas e menininhos de ouro para lembrar dos netinhos?!"  E eu: "Mas eu não sou uma avó normal! E do jeito que eu sou, logo iria perder as menininhas com correntinha e tudo!!!" 

Brincadeiras à parte, quando penso que, do mesmo modo que a "pulseira" em meu braço está crescendo,  também a nossa família está se estendendo adiante, agrupando mais pessoas, que vão entrando em meu coração de uma forma irreversível. 

Lembro que um dia Deus, em quem creio e a quem sirvo, disse através de um poeta que  a Sua fidelidade duraria de geração em geração na vida daqueles que o amassem.

Os problemas vem e vão, nos fazem mais fortes, mais pacientes, mais sábios (ou não!). Tropeçamos, nos levantamos, seguimos adiante... 
E quando penso que pequenas vidas estão chegando e certamente irão conhecer um dia o caminho que trilhamos...quanta responsabilidade! 

Ser avoh me traz a oportunidade de estar sempre repensando minha vida, minha trajetória, meu legado neste mundo.

E isso tudo é muito bom!!! 


bjs da voh Nil <><<

terça-feira, 9 de julho de 2013

ONCE UPON A TIME...





... uma jovem  moça, grávida de seu primeiro filho, teve que guardar repouso absoluto e ficar por meses deitada em sua cama, esperando, esperando...
E nessa espera resolveu fazer, com sua próprias mãos, um lindo mandrião para batizar seu filhinho que com a graça de Deus nasceria saudável e feliz.
E assim fez, e assim foi. 




O menino (era um menino a criança) nasceu, foi batizado, cresceu, casou e teve também seu primeiro filho. Só que esse agora era na verdade uma linda menina! E ela também foi batizada com aquele lindo mandrião feito e bordado pela vovó. 

A linda menina, por sua vez, cresceu, se tornou uma linda moça que um belo dia encontrou seu amor e resolveram se casar. 


E desse amor nasceu a ANNA!  

Minha doce e amada netinha que neste ano de 2013, numa bela manhã de Junho,  foi batizada  e  consagrada ao Senhor Deus a quem seus pais amam e servem. 

Estava linda a bela Anna!!  Com o mandrião feito pela bisavó, perpetuando assim não só a tradição da família mas também a promessa de Deus que diz em Sua Palavra: 



"Porque o Senhor é bom, a Sua misericórdia dura para sempre e de geração em geração a Sua fidelidade"

                                                  ...ou não.




Obs:  Mandrião é aquela roupa bonita que as crianças usavam para serem batizadas. São como vestidos compridos e servem tanto para meninos como para meninas.


bjs da voh Nil  <><<





domingo, 2 de junho de 2013

Pra sempre SOFIA...





Esse post é uma homenagem à minha netinha que não cheguei a conhecer. 


Sofia.

Deus a levou ainda faltavam alguns meses pra ela vir à luz. 

Mas com isso quero compartilhar o grande amor de  Deus, a quem sirvo. Porque mesmo em meio a tão  grande dor não deixamos de sentir Sua amável, confortante e poderosa presença. 

E é por isso que escolhi colocar aqui os versinhos que o Marcos Paulo (pai da Sofia) escreveu nessa noite triste e me pediu que compartilhasse com os amigos e irmãos. 

Com a certeza que muitos dias alegres se seguirão a esse. 
E que um dia, lá no céu, estaremos todos juntos! 


"Sofia se foi,
foi-se embora nosso amor.
Sofia se foi,
para os braços do Pai.
Sofia se foi,
nem ao menos disse oi.
Sofia se foi,
e um vazio em nós deixou.

Sofia, meu amor,
papai sempre vai te amar.
Sofia, meu amor,
mamãe então irá cantar.
Sofia, meu amor,
quando a gente se encontrar.
Sofia, meu amor,
no céu de luz vamos dançar."

                                Marcos Paulo


Bia e Marcos, todo o meu amor.

"Em tudo dai graças." 

voh Nil <><<






sexta-feira, 17 de maio de 2013

MAIZENA E PRECES...

"Com Deus eu me deito,
com Deus me levanto,
com a graça de Deus, 
e do Espirito Santo."

Assim minha mãe nos colocava para dormir
e assim outro dia eu recitei para a Júlia,
e assim quero recitar para a Anna, 
e assim quero recitar para a Sofia,
e assim quero recitar para quem mais vier.

Palavras que ultrapassam a barreira das gerações e encantam e embalam os bebes da família. 
Era bom saber que Deus estava cuidando de mim enquanto eu dormia.
E então, se quem estava dizendo  isso era minha mãe...dúvida nenhuma!

Assim como a Maizena. 
Bom escutar que a pediatra falou que isso era bom para a assadura que o "dodoi da barriga" da Júlia causou.
Maizena no bumbum, Maizena no banho... Santo remédio!

No final, a certeza (ou sensação) de que por mais que o mundo mude, que a tecnologia avance, que as pessoas se informem, o velho, o antigo,  que era bom continua bom, continua valendo. 

É só dar uma olhadinha na embalagem da Maizena...o desenho em bico de pena dos índios Sioux extraindo amido do milho não me deixa mentir! 




bjs da voh <><<



segunda-feira, 13 de maio de 2013

DIA DAS MÃES...



Esse ano meu Dia das Mães foi bem diferente. 


Minha caçulinha longe, fui mimada pelos dois filhos e não posso dizer que não gostei... Foi especial. Muito especial.

Com a  Anna ainda muito pequenina, o almoço foi na casa do primogênito e da recém mamãe. Inauguramos a churrasqueira na varanda.  A vovó Rita também estava lá, no seu primeiro dia das mães com a primeira netinha! 

Mas, embora o dia fosse da Mães, o centro das atenções foi sem dúvida a bebê mais fofa do ano! Várias trocas de roupinha, do vermelho ao rosa, passando pelo azul, num desfilar de faixazinhas de cabelo com laços e florzinhas. Tudo tão lindinho que a gente não se cansou de olhar e fotografar e pegar e....

Dia muito gostoso e tranquilo, a Anna até que se comportou muito bem!  Linda, já está ficando mais acordadinha, olhando tudo, até já acompanhando a câmera que o pai apontava pra ela em meu colo! 

Antes de irmos embora ainda chegaram a Juju e a mamãe com a Sofia na barriga!  Mais que isso? Pra quê? Alegria total. Prazer imenso. Puro deleite para o coração dessa vó que nunca deu muita importância para as datas "forjadas" para o consumo mas que não trocaria, por nada neste mundo, os momentos passados ali naquele dia!

Sensações? As mais diversas: felicidade, paz, saudade, plenitude, ternura, gratidão... 

E a certeza de que... "Dia das Mães é todo dia"...

E Dia das Avós também! 

bjs da voh <><<










sábado, 20 de abril de 2013

BOLOS E BEBÊS...

E de repente, pelo celular .... a notícia!

"Mãe, decidimos fazer a cirurgia agora às 5 e meia. A Anna vai nascer hoje!"

Hora e meia de ansiedade. Trocar de roupa, arrumar a bolsa:

máquina de foto...check!
tablet para comunicar com Lalá.... check!
lenço de papel pra choradeira.... check!
celular e carregadores... check!

Não, essa arrumação não foi a da Taci, que aliás já estava com tudo prontinho, há tempos,  ajudada pela Rita.
Era minha mesmo!
Vai daí que não sei de onde tirei a ideia de fazer um bolo!
Pois é. Um bolo!


Agora estou com tudo pronto pra sair correndo atrás da minha neta que vai chegar e tenho que esperar o tal bolo ficar pronto!!!!!

coisas de voh Nil....

bjs da voh <><<


** como só postei isso depois do fato ocorrido, devo dizer que o bolo afinal serviu pra alguma coisa: levei para a maternidade e comemos na espera!! 



quarta-feira, 27 de março de 2013

INSTINTO...



 Fato. Outro dia minha nora, a mãe da Anna, tropeçou e caiu.

Consequências. Uma tampinha tirada do dedão do pé, um joelho dolorido e um raladinho no queixo. 

Barriga (leia-se Anna). A salvo, lógico! 

Reflexão: A maternidade, quando real e vocacionada, traz com ela um instinto de proteção ao filho até então impensável. 

Isso me remete a uma observação que tenho feito trafegando pelas ruas e avenidas das cidades. Muitas vezes ao passar percebo que a criança que está sendo levada pela mão do adulto quase sempre está do lado mais perigoso. 

Lembro-me que quando andava com minha mãe (e andávamos muito!) ela me conduzia sempre no lado interno da calçada. Eu percebia, e achava engraçado, que quando atravessávamos para a calçada do outro lado ela automaticamente me mantinha do lado de dentro, trocando de mão. 
Ao atravessar a rua  ela se colocava entre mim e os carros, sempre.
Era uma coisa inconsciente, que me trazia uma sensação de segurança tão grande que quando olho e vejo as mães colocando seus filhos em risco ao atravessar a rua, ao transitar por ruas estreitas, sinto saudade do tempo em que a maternidade era algo que não precisava ser ensinado. 

Como avoh tenho sido abençoada ao ver que essa vocação, esse instinto maternal está tão presente em minhas noras! Louvo a Deus por elas e peço a Ele que as guarde e proteja, sempre. 

Com a mamãe da Anna, tudo bem. O susto foi grande mas Deus providenciou a ajuda e a recuperação necessárias. 

Por aqui, na confortável posição de avoh, sigo na espera... 

Mas isso de "conforto" fica para outra conversa! 


bjs da avoh Nil <><<