Ser avoh...

Ser avoh...
Minha irmã Melinha postou: "Esperando feliz o novo membro da familia que tá chegando daqui uns meses..." e me inspirou à criação desta página.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

ELAS ESTÃO CRESCENDO...

TALITA já sabe andar. Começa a querer falar.
 ABÔÔÔ... diz ela abrindo os bracinhos pra indicar que alguma coisa acabou!
E repete, repete, repete... e a gente baba, baba, baba...

LIA, a linda Lia. Ama tirar uma foto. Faz cara de selfie assim que vê um celular apontado para ela. Quer ser grande, sem saber que já é o grande amor dessa voh...

CAMILA, já tem 4. Menina maravilha, independente que até assusta! É aquela que a gente tem que ter todos os olhos em cima senão grandes surpresas nos esperam! Personalidade a gente encontra aqui...

ANNA, Big Ben parte 2. Confiável, interessante e interessada. Ama ler e estar muito na dela. Começou a ler esse ano e mostra bem que a fruta não cai longe do pé...Não é mamãe?

JÚLIA, Big Heart parte 2. Continua muito compassiva mas agora já tem um olhar mais crítico. Ainda tenta agradar a todos mas reserva-se o direito de também ser feliz!

Não são rótulos. Particularmente sou avessa  a eles. É como se fosse uma foto em minha mente desse momento da vida delas.
Sei que elas vão mudar muito ao longo de suas vidas. Mas continuo extasiada quando noto como elas são diferentes. E como estão crescendo!!

Como avó que ainda trabalha "fora" não tenho tanto tempo como gostaria com elas. Mas me contento em aproveitar muito cada vez que as vejo. Quando elas aparecem é como se o tempo parasse e só elas e seu mundo de fantasia e curiosidade existisse. "Vovó! Vamos brincar de dinheirinho?" "Vovó, quero ir molhar as plantinhas!" "Vovó, posso te ajudar?" Vovó, vamos bordar?" "Vovó, conta uma história? Não,SEIS histórias!" "Vovó, me empresta seu celular?" ...

Elas vão crescer, eu sei. Vão mudar. Muito ou pouco, quem sabe?
Talvez o encanto se desvaneça em meio à realidade da vida. Ou não.

Mas, para essa voh elas serão sempre minhas princesas.
Quero prover a elas um lugar de refúgio. Uma escuta sem juízo. Um colo sempre pronto a acolhê-las.

Por enquanto, sigo aproveitando essa fase linda de deslumbramento e ternura.

Juju, Anna, Cacá, Lia e Talita, a vovó é sua fã!! De carteirinha! Vibra a cada sucesso, ri de cada piada, torce a cada desafio e ora, pede MUITO ao Papai do Céu que cuide, proteja e oriente cada uma! E quem mais vier!!!

com amor

voh Nil <><< 

" Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei sua grandeza
com ações de graças." Salmos 69:30 

terça-feira, 3 de abril de 2018

FESTA SURPRESA...

Hoje faço 62 anos de vida. Um pouco mais se contarmos o tempo na barriga da Dona Dorcas.




Hoje também, precisamente em 1961, o gambá-de-Leadbeater (Gymn obdelideus leadbeateri) foi redescoberto na Austrália após 72 anos sumidinho.

Coisas importantes aconteceram neste dia 3 de Abril ao longo da história da Humanidade…

Les Miserables de Victor Hugo foi publicado em 1862 nesta mesma data, sabiam?

Filosofias à parte, me pego pensando em minha vida até aqui. No quanto cresci, ou não. No quanto aprendi, ou não. No quanto vivi, ou não…

Ao meu redor vejo pessoas queridas nas mais diferentes fases da vida. A maior parte delas são fases pelas quais já passei nesta longa estrada da vida. Bem ou mal.

Ao meu redor vejo os arroubos e urgências do inicio de um casamento… As loucuras e atropelos da vida a quatro ou a cinco!! As reflexões e introspecções da maturidade… As dúvidas e sonhos da vida que floresce… O inicio de uma carreira. O fim de um carreira.

Tudo me encanta hoje em dia.

Mas, se posso ser realmente bem sincera, nada mas nada mesmo me encanta mais que observar e participar (mesmo que de longe) da vida exuberante e feliz das minhas netas!

Quanta brejeirice em cada olhar matreiro da Camila!
Quanta doçura no sorriso da Juju…
Quanta esperteza nas conversas da Anna!
Quanta graça nas caras e bocas da Lia…
Quanta gostosura nas bochechas da Talita!

No último fim de semana estiveram todas aqui em casa então aproveitei e correndo preparei uma festa surpresa para mim. Isso mesmo. Uma festa autosurpresa! Um bolo de cenoura, uma vela e um ‘parabéns a você’ bem animado! Cinco rostinhos (ok, a Talita também conta!) alegres gritando: “E pra vovó nada?!!!” Quer coisa melhor?

Não sei você mas eu não quero nada além disso! É muito mais do que mereço e um dia sonhei…

E por isso, e por elas, essa voh agradece a cada dia a vida que tão graciosamente Deus lhe dá!

Com amor

voh Nil <><<




sábado, 30 de dezembro de 2017

Fim de ano e outras gostosuras...

                                         E 2017 chega ao fim .


Júlia cresceu, se formou na pré escola exibindo aquele adorável sorriso de quem está perdendo os dentinhos da frente! Cantou e encantou em sua festa de formatura!

Anna fez sua primeira apresentação de balé. Seu tão amado e esperado balé... Impecável, séria e compenetrada deixou o mais lindo sorriso... para a foto com a professora!!

Camila e Lia. Threenagers absolutas! Mostram a garra de quem veio depois e busca seu lugar ao Sol! 
Nada passa por elas sem que elas tenham algo a dizer! 
Mas ao mesmo tempo tão diferentes... 
Cacá arisca como uma coelhinha. 
Lia chameguinho como uma gatinha.

E Talita. Sim, a cereja do bolo! Boazinha define essa nenezinha que pacientemente serve de boneca pra todos nós!

Não posso reclamar do ano que passou.
Tia Lalá casou com o tio André.
O ano termina com todos unidos.
E tenho muitas, inúmeras lembranças gostosas com minhas princesas.

Na certeza de que, se Deus assim o permitir, muitas experiências também haverão no ano que começa, que se transformarão em mais deliciosas lembranças!

Que seja assim pra você que me lê também!
Aproveite cada momento com seus queridos pra que seu estoque de lembranças esteja sempre cheio e supra seu coração quando você precisar.

Desenho abstrato colorido de fogos de artifício vetor e ilustração royalty-free royalty-free

Feliz 2018! 

com amor


Voh Nil <><<

terça-feira, 31 de outubro de 2017

T de Talita ...



Outro dia postei uma colagem de fotos no Insta pra deixar gravadas algumas das muitas bênçãos que Deus tem me dado pela Sua infinita Graça neste mês que termina.

Depois, olhando de novo percebi que bem ao lado de uma foto minha com a Talita, a netinha #5, está uma de meu pai comigo.


Isso me fez pensar (e escrever). 


Nós, os “adultos da família” estamos no meio das gerações que, em seus momentos específicos, se fundem e se separam.

Se por um lado temos que aprender a entender e conviver com as questões da velhice por outro há os momentos de esperança e enlevo da vida que começa e tudo que temos que reaprender!


Ser avoh também é filosofar de vez em quando!


Mas, voltando à colagem de fotos deste OutubroPuraEmoção, nasceu a quinta menininha!

Quatro dias depois do casamento da tia Lalá e do tio André.


Veio linda, com o cabelo comportadinho, boazinha, quietinha, sabedora do seu lugar na família.

Como caçulinha terá suas regalias mas também já experimentou o que é ser a “bonequinha” da irmã mais velha! 


A nora #2 manda vídeo onde a Juju “conversa” com a irmãzinha no colo e imita sua carinha de brava. E conversa, conversa, conversa...


E eu me lembro de quando, como irmã mais velha do caçula temporão, eu tinha que fazer sua majestade o príncipe dormir o soninho da tarde. Detalhe, ele de-tes-ta-va dormir à tarde!

E eu, na tentativa de cansar a pequena criatura, imitava  a bruxa malvada e com caretas fazia o pobrezinho fazer beicinho e logo em seguida incorporava a fada boazinha pra quem ele na sua inocência ria! E assim, depois de tantas emoções, ele acabava dormindo!

Ok, eu trolava meu irmão. Mas, segundo ele, quase nada sobrou de “traumas” por conta disso. Para quem pensou em me processar, essa questão já está resolvida com ele, ok? ;)


Lembro-me disso porque depois dessa fase, por sermos os caçulas dos irmãos, tivemos 
bastante tempo ainda para brincarmos juntos, inventarmos histórias e vivê-las, trocarmos ideias e crescermos. Hoje, embora a distancia atrapalhe um pouco, sei que tenho um amigo em meu irmão assim como sei que isso é fruto daquele tempo de qualidade que passamos juntos.


Quando vejo a relação das minhas netinhas, a Anna com a Lia, a Juju com a Cacá e agora a Talita, peço a Deus que elas possam viver juntas em harmonia. 


Discordo de quem diz que brigas entre irmãos são normais. Um rei que tinha uma relação muito especial com Deus um dia escreveu:


“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.”


Que essas lindas princesas aprendam a conviver, a se respeitar em suas diferenças (ah, como são lindamente diferentes!!) a se amar e que sejam mulheres de honra para iluminar esse mundo tão carente.


Talita, seja bem vinda! Sou cinco vezes mais feliz depois que você chegou!

Juju, Cacá, Anna e Lia a voh Nil ama a cada uma com amor igual e jeitinho diferente, viu?!


Com amor,



voh Nil <><<

sábado, 19 de agosto de 2017

SEGUNDINHAS...

Sou apaixonada por Desenvolvimento Infantil.

Quando meus filhos eram pequenos deixei de trabalhar para cuidar deles. Quando voltei à Fisioterapia percebi que tinha feito, sem querer, um upgrade na minha formação que nenhuma escola ou curso me daria!


Hoje ao olhar para  as minhas netas, ao acompanhar seu crescimento, suas conquistas, agradeço ao Pai tanto amor e cuidado.


Lia, a doce Lia. A caçulinha tranquila. Começou a andar um pouquinho depois de seu aniversário. Atenta, já tem personalidade própria porém como toda segundinha vive agarradinha à irmã mais velha, pulando etapas e tentando se igualar! Outro dia aqui em casa notei que  tudo que a Anna fazia a Lia copiava. Então uma certa hora a Anna veio me dar um abraço e saiu. Dali a pouco veio ela, se achegou, abraçou minha perna e meio que sem saber porque estava ali foi embora brincar!


No meu quarto, em outra ocasião, estavam elas brincando e no meio da confusão a Anna ficou brava, saiu batendo os pézinhos e foi ao banheiro. Lá lavou as mãos e voltou. Lia entretida brincando, não se deu conta do que a irmã fez lá fora mas, muitos minutos depois levanta e brava (sem o menor motivo) sai do quarto, vai até o banheiro e sem saber o que fazer volta com aquela carinha de rebelde sem causa e volta a brincar!


Não preciso dizer que caí na risada, escancaradamente! E até hoje, quando me lembro, ainda me escapa uma gargalhada !


Falando em pular etapas, a Camila (a outra segundinha) faz exatamente a mesma coisa com a Juju. 

Mas também tem seus momentos únicos.
Outro dia a nora #2 me mandou um vídeo onde ela, toda compenetrada, jogava xadrez com o papai!! 

É, ser avoh é isso. Ver a cada dia as princesas crescerem e curtir cada fase. Muito. 


obrigada Pai


com amor


voh Nil <><<


sábado, 5 de agosto de 2017

BORDADOS E SEGREDOS...




Outro dia, juntei as duas primogênitas, Juju (5) e

Anna (4) para bordarmos.



Sim: 

"Bordar: verbo transitivo direto:  Decorar (tecido)

 utilizando agulhas, fios e/ou ornamentos (fitas ou lantejoulas)"



No caso, feltro, linha de bordar de várias cores e agulha de talagarça (menos perigosa).

Imaginei a princípio que teria bastante trabalho em ensinar o vai e vem das agulhas para as meninas mas para minha surpresa, em menos tempo que o esperado, estávamos as três, feito comadres, em cima da cama bordando e falando da vida!

E que papo gostoso foi aquele! Ficamos um bom tempo naquela atividade, numa dança de cores e linhas, histórias e segredos.

Contei a elas de quando minha avó me ensinou a bordar e outras tantas coisas como crochê, tricô, costura… E elas curiosas, a pensar que a vovó também teve uma vovó… e o que era aquilo de tricô, crochê...

Fecho os olhos e vejo as duas, com seus bastidores, aprendendo a dominar o colorido que  vai se formando no fundo negro do feltro.

E agradeço ao Pai por momentos como esse,  onde o mundo para de girar e só o que interessa a essa avoh é estar com elas, ouví-las, participar de seus sonhos e pensamentos.
É passar a elas o meu amor através do pouquinho daquilo que sei, daquilo que aprendi ao longo da vida.

Logo a roda de bordado terá outras participantes.  Que sejam bem vindas todas as garotas!

Com amor,



voh Nil <><<


PS.  Esse post me lembrou  um filme lindo chamado Colcha de Retalhos, (1995) com a Winona Ryder, Ellen Burstyn e Anne Bancroft. Vale a pena. ;)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A MÃE DO PAI...


Esta semana, minha nora me marcou no Insta de uma mãezinha muito sensível que mesmo com seus filhos ainda pequenos escreveu um post sobre algo tão complexo e de uma forma tão linda que pedi a ela para postar aqui e compartilhar com vocês. Aproveitem!
Rafaela, do @a.maternidade , muito obrigada!

"A mãe da mãe tem as portas abertas.
Liberdade, intimidade, jeitinho.
É coadjuvante da novidade, doadora silenciosa do amor.
Cúmplice da nova mãe que merece e precisa da sua presença.
Mas e a mãe do pai?
Quaõ difícil deve ser mãe do pai. Achar a brecha, encontrar o lugar, se chegar.
A mãe do pai não tem quem ajudar nas posições das mamadas, não tem quem fazer compressas pré amamentação.
Para isso já existe a mãe da mãe.
É ela quem o coração da filha pede.
E assim, a mãe do pai fica ali, observando de perto mas de longe.
A mãe do pai não tem desculpas para visitas demasiadamente prolongadas. Precisa ir na coragem, na boa cara de pau, na fé.
A mãe do pai não pode ligar 3x ao dia pra saber como está o toquinho de gente que fez seu coração explodir mais uma vez.
Ser mãe do pai é presenciar o filho se descobrir na paternidade, e ao mesmo tempo ter relances do garotinho que ontem segurava sua mão, e agora segura um bebê.
Ser mãe do pai é querer beijar, abraçar, palpitar na vida de um bebê que é tão seu, mas nem tanto.
É o amor incondicional que não pode chegar arrombando, precisa ser manso, bater na porta.
Ser mãe do pai é ter que aprender a respeitar a ordem do tempo e principalmente das coisas. É o amor resiliente, humilde, paciente.
Tenho a impressão que ser mãe do pai é o mais paciente dos amores. É a união do amor com a espera. Espera pelo momento, pela sua hora.
É falar, já que às vezes o amor fala demais, e se arrepender. A verdade, que não se pode negar, é que a mesma frase dita pela mãe da mãe, é recebida de forma diferente quando dita pela mãe do pai.
Ser mãe do pai é enxergar em outra mulher não somente a esposa do filho, mas a guardiã e mãe do novo ser que é tão importante na sua vida.
Ser mãe do pai é um papel tão complexo que assusta. E me traz uma ponta de tristeza, pois um dia será a minha vez. E uma ponta de vergonha, já que lembro da minha sogra e da sua jornada como mãe de pai.
Pensando assim meu coração me pede mais paciência, compreensão, tolerância.

Me pede para lembrar que quando o assunto é amor para os meus filhos, seja da mãe da mãe ou da mãe do pai, nunca é demais."

bjs da 
voh Nil <><<